Olá caros amigos, estou começando essa minha caminhada pelo mundo dos Blogs, acredito que será legal e divertido escrever por aqui e ver a reação das pessoas com os textos. De inicio pensei em compartilhar um texto que a duas semanas postei na minha coluna no site
http://www.clicsoledade.com.br/, é simples mas é de coração e acredito que retrata uma grande verdade...
Que esse texto seja o inicio de coisas boas...
Paz e bem a todos.
O choro...
“Chorar é bom” diz o ditado. Eu acredito nele. O choro aplaca as dores, diminui o efeito das mazelas que ocorrem com agente ou no mundo, que particularmente montamos ao nosso redor. Sou adepto do bom choro, eu particularmente choro. Acho que com as lágrimas, as dores, os traumas, as distância, as inquietudes, os estresses dos dias modernos, as tristezas corriqueiras vão embora e tem fim.
O ditado popular também prega “Homem que é Homem não chora”, engano de quem crê nisso. O homem chora sim, pode demorar a derramar lágrimas, devido a sua formação para ser o forte, mas quando ele derrama as lágrimas, elas vem carregadas de verdades, nunca vista pelos que o cercam, ela é tão forte que contagia a todos e se torna absoluta. Já outros homens menos turrões, choram também, com mais facilidade, são os chamados “sensíveis”, mas ainda continuam sendo homens que choram. As mulheres trazem consigo, de berço, o direito e o dever de chora, choram por tudo, nas coisas mínimas as lagrimas são derramadas, e por isso tem o apelido de “Sexo Frágil”, mas será que são mesmo? Será que essa forma sensível de ver as coisas e o mundo não seria a certa? Elas encaram com uma firmeza, mostram coisas que nos homens muitas vezes pulam por cima, para seguir a risca o famoso e glorificado “homem que é homem não chora”, mas eu creio que homem que é homem chora sim.
O choro vem, quase que em sua totalidade, motivado por um erro, que na minha opinião, não tem outra função a não ser a de mostrar que não somos perfeitos. Ele também ensina é claro, mas creio que muito pouco. O que realmente nos ensina a não errar novamente é o choro que vem depois dos erros, porque, posso falar firmemente “ não vou errar mais” e por dentro não ter assimilado o erro, mas o choro não deixa isso acontecer, ele trás a tona todo o mal que o erro provocou de verdade, após isto, é que os erros realmente, não são mais cometidos.
Não tenho o intuito de pregar que toda hora, em todos os momentos, ou em todas as dificuldades se derrame lágrimas, ou se crie um festival de choro coletivo. Estou aqui para afirmar e atestar que todos choram sem idade, sem classe social, sem hora, as vezes até sem motivo. Estou aqui para falar que as lágrimas que rolam nos rostos humanos, são dignas de admiração e respeito, que elas trazem para fora do individuo a sua mais pura e verdadeira alma. Estou aqui para pedir que respeitem quem chora, para que se ofereça o ombro, para que em vez de xingar quem está chorando, se diga uma palavra de afeto, de ternura, de segurança, porque chorar nos deixa inseguros. Estou aqui pregando que o choro é remédio de dores muito pouco mensuradas. Estou aqui pessoas, pedido que se deixem chorar e deixem que os outros também chorem.
“Dizem que o choro melhora, que as dores são aplacadas com ele... Quem sabe? só sei que depois de um choro vem sempre um sorriso...”